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Quarta-feira, Agosto 06, 2008
Gosto dos venenos mais lentos,
do café mais amargo,
das idéias mais loucas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes...
você pode até me empurrar de um penhasco,
que eu vou dizer: eu amo voar!

Contado por Iram :: 6:53 PM
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:: Faça parte do meu mundo ... ||
Terça-feira, Agosto 05, 2008
RETRATO
Eu nao tinha este rosto de hoje,
assim calmo,assim triste,assim magro
nem estes olhos tao vazios,
nem o labio amargo.
Eu nao tinha estas maos sem forca,
tao paradas e frias e mortas,
eu nao tinha este coracao
que nem se mostra.
Eu nao dei por essa mudanca,
tao simples,tao certa,tao facil.
_Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecilia Meireles
Contado por Iram :: 7:47 PM
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:: Faça parte do meu mundo ... ||
Quinta-feira, Junho 12, 2008
Amor...
Neste 12 de junho, gostaria de agradecer a Deus por nosso primeiro ano de casados!
Ao seu lado sou mais feliz, completo e melhor!
Que esta data sempre nos encontre bem, juntos e felizes.
TE AMO!!!
Contado por Iram :: 8:11 PM
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:: Faça parte do meu mundo ... ||
Terça-feira, Junho 03, 2008
A teoria li nos livros...
O gozo aprendi no teu corpo!
Vícios?
Tenho alguns
Dependência química?
Só de ti...
Meu corpo reage
AO TEU...SEMPRE!
Contado por Iram :: 7:37 PM
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:: Faça parte do meu mundo ... ||
Sábado, Maio 31, 2008
TEMPO QUE FOGE
(Ricardo Gondim)
"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas ao perceber que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos à limpo".
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral. Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia.
Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: - Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos. !!!!!!!
Já não tenho tempo para ficar explicando aos medianos se estou ou não perdendo a fé porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus.
Caminhar perto delas nunca será perda de tempo."
Contado por Iram :: 5:04 PM
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Sábado, Maio 17, 2008
Seu...
Se pudesse ter a certeza,
Que poderia arrancar o meu coração,
E ainda assim iria sobreviver,
Assim eu o faria.
E a ti entregaria sem medo,
Em confiança de que iria protegê-lo,
Tornando-o teu,
Mantendo nosso segredo.
E neste ato de confiança,
Demonstraria a esperança,
De ter encontrado enfim,
A outra parte do que faltava em mim.
Pois tenho por verdade,
Tudo o que é dito,
E mesmo que não digas nada,
Entendo a tua alma,
Pois entendo o meu espírito.
Pois talvez o que fosse um,
Pode ter sido repartido,
E o que falta de minha parte,
Percebo estar contigo.
Já o entreguei!
Contado por Iram :: 10:56 AM
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Quarta-feira, Maio 14, 2008
Desejo...
Desejo que seu corpo somente deseje o meu
Desejo que sua boca só queira sentir o meu gosto
Desejo que seu cheiro predileto seja meu perfume
Que suas mãos só procurem o meu corpo
Desejo que queira ser só meu
Desejo que seu desejo seja o meu
Que sua pele só toque a minha
Desejo que seu prazer seja somente meu
Ouvir sua respiração ofegante em meu ouvido
E que no momento derradeiro olhe em meus olhos
E demonstre que só eu faço isso com você!
Contado por Iram :: 7:17 PM
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Sábado, Fevereiro 09, 2008
"Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio, e lembre-se que alto deve ser o valor de suas idéias, não o volume de sua voz.
Falar sem pensar é disparar sem apontar"
(George Herbert).
Sábio conselho que eu sempre me esqueço de seguir.
Por causa disso, uma grande amizade perdida.
É preciso aprender com os erros.
Contado por Iram :: 11:09 AM
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Quinta-feira, Dezembro 27, 2007
"...E os dois sairão pelo mundo; que é como um jardim; apenas mais largo; e talvez mais comprido;
e que não tenha fim..."
Contado por Iram :: 11:15 PM
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Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
"De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver crescer as injustiças,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus, o homem chega
a desanimar-se da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
(Ruy Barbosa)
Contado por Iram :: 9:15 PM
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Quarta-feira, Dezembro 05, 2007
Apenas a cadeira está vazia... meu coração não...
Fotografia e frase copiados do álbum de fotos do orkut do meu amigo Joaquim, que faz aniversário exatamente hoje!
Contado por Iram :: 9:37 PM
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Terça-feira, Novembro 27, 2007
"Ele partiu e não voltou.
E não voltou porque não quis.
Quer dizer, ficou por lá...já que por lá se é mais feliz..."

Contado por Iram :: 7:26 PM
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Sexta-feira, Setembro 07, 2007
A criança que fui chora na estrada
I
A criança que fui chora na estrada.
Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
Mas hoje, vendo que o que sou é nada,
Quero ir buscar quem fui onde ficou.
Ah, como hei-de encontrá-lo? Quem errou
A vinda tem a regressão errada.
Já não sei de onde vim nem onde estou.
De o não saber, minha alma está parada.
Se ao menos atingir neste lugar
Um alto monte, de onde possa enfim
O que esqueci, olhando-o, relembrar,
Na ausência, ao menos, saberei de mim,
E, ao ver-me tal qual fui ao longe, achar
Em mim um pouco de quando era assim.
II
Dia a dia mudamos para quem
Amanhã não veremos. Hora a hora
Nosso diverso e sucessivo alguém
Desce uma vasta escadaria agora.
E uma multidão que desce, sem
Que um saiba de outros. Vejo-os meus e fora.
Ah, que horrorosa semelhança têm!
São um múltiplo mesmo que se ignora.
Olho-os. Nenhum sou eu, a todos sendo.
E a multidão engrossa, alheia a ver-me, Sem que eu perceba de onde vai crescendo.
Sinto-os a todos dentro em mim mover-me,
E, inúmero, prolixo, vou descendo
Até passar por todos e perder-me.
III
Meu Deus! Meu Deus! Quem sou, que desconheço
O que sinto que sou? Quem quero ser
Mora, distante, onde meu ser esqueço,
Parte, remoto, para me não ter.
Fernando Pessoa
Contado por Iram :: 10:58 AM
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Sábado, Julho 28, 2007
Imagine um arcos-íris formando-se durante a noite
E as pessoas saindo de suas casas sem entender o que está acontecendo
Aos poucos todos encontram-se nas ruas e, como numa procissão, seguem as cores no céu
Quando elas se aproximam, as cores ficam mais fortes e próximas, de forma que algumas pessoas começam a entrar no arco íris
As demais as seguem, e todas, uma a uma, desfazem-se na luz
A cada pessoa que atravessa, do outro lado saem pequenas borboletas com asas da cor pela qual a pessoa passou
São tantas borboletas que se juntam, e vôam longe, até chegarem em outra cidade
Lá elas dançam no céu, cada uma com as da sua cor
Formando um arco íris encantado
E as pessoas da cidade, vendo aquilo, começam a sair de suas casas...
Contado por Iram :: 11:26 AM
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Sábado, Julho 07, 2007
"Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi.
Era uma vida de cowboy própria para alguém que não deseja ter patrão.
O que eu não percebi é que aquela vida era também um ministério.
Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se um repositório de reminiscências ambulante, às vezes um confessionário.
Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimas, e contavam episódios de suas vidas - suas alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar.
Nenhuma tocou-me mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite - era Agosto.
Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolinhos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade. Eu imaginara que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que brigara com o amante, ou talvez um trabalhador indo para um turno da madrugada de alguma fábrica da parte industrial da cidade.
Quando eu cheguei às 02.30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.
Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado umas duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora, a não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. "Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda", eu pensei.
Assim fui até a porta e bati. "Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa.
Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se.
Uma octogenária pequenina apareceu. Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40. Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros.
"- O Sr poderia por a minha mala no carro?", ela pediu.
Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, ela ficou agradecendo minha ajuda.
"-Não é nada. eu apenas procuro tratar meus passageiros do jeito que gostaria que tratassem minha mãe", aduzi.
"-Oh!, você é um bom rapaz!"
Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:
"-O Sr poderia ir pelo centro da cidade?"
"-Não é o trajeto mais curto", alertei-a prontamente.
"-Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos".
Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados,brilhando.
"-Eu não tenho mais família", continuou.
"-O médico diz que tenho pouco tempo".
Eu disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
"- Qual o caminho que a Sra deseja que eu tome?"
Nas duas horas seguintes nós dirigimos pela cidade. Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém-casados. Ela pediu-me que passasse em frente a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de
dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.
Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
" -Eu estou cansada. Vamos agora!"
Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado.
Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como uma pequena casa de repouso. A via de entrada passava sob um pórtico. Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou. Eram muito amáveis e atentos e observavam todos os movimentos dela. Eles deviam estar esperando-a. Eu abri a mala do carro e levei a pequena valise para a porta.
A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas.
"- Quanto lhe devo?", ela perguntou, pegando a bolsa.
"-Nada", respondi.
"-Você tem que ganhar a vida, meu jovem."
"-Há outros passageiros", respondi. Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente.
"-Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria".
"-Obrigado". Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.
Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida.
Naquele dia não peguei mais passageiros. Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia falar. Se a velhinha tivesse pegado um motorista mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu turno?
E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?
Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida. Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
AS PESSOAS PODEM NÃO LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ,OU O QUE VOCÊ DISSE, MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR."
Vinícius Souto
Contado por Iram :: 9:54 AM
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